terça-feira, 3 de agosto de 2010

Surgimento do Estado Moderno

O Estado Moderno nasceu na segunda metade do século XV, a partir do desenvolvimento do capitalismo mercantil nos países como a França, Inglaterra e Espanha, e mais tarde na Itália onde surgiu o primeiro teórico a refletir sobre a formação dos Estados Modernos, que foi Nicolau Maquiavel. O Estado Moderno possui várias características, onde duas são as principais:
Soberania do Estado: o qual não permite que sua autoridade dependa de nenhuma outra autoridade
Distinção entre Estado e sociedade civil: evidencia-se com a ascensão da burguesia, no século XVII.

Este novo estado pode ser visto de duas maneiras diferentes:
*Enfoque Liberal: constitui-se numa interpretação feita pela burguesia nos diferentes momentos do desenvolvimento do capitalismo. Esse enfoque nos mostra que o Estado objetiva a realização do bem comum e de que é neutro.
*Enfoque Marxista: fundamenta-se na existência de uma sociedade de classe onde os interesses são opostos, o que inviabiliza a realização do bem comum e a neutralização do Estado. Segundo esse enfoque, o Estado é uma instituição política controlada por uma classe social dominante, e que representa, o predomínio dos interesses dessa classe sobre o conjunto da sociedade, embora estes se apresentem como interesses universais, de toda sociedade.
O estado moderno teve vária criações, concepções, que eram:
*Concepção Liberal do Estado teve transformações que ocorreram no século XIV, XV e XVI, com a vinda do capitalismo mercantil e a superação do modo de produção feudal, ocasionou a redefinição do Estado. Foram grandes mudanças nesta nova sociedade, e o Estado precisou se tornar forte e centralizado, surgindo inicialmente, o Estado Absolutista e em seguida o Estado Liberal.
*O Estado Absolutista era defendido por Thomas Hobbes, que foi seu grande representante teórico. Sua teoria procurava as origens no Estado, sua razão de ser, sua finalidade. Para Hobbes, o Estado soberano significava a realização máxima de uma sociedade civilizada e racional. Ele defendeu que em estado natural, sem domínio político do Estado, os homens viveriam em liberdade e igualdade segundo seus instintos. Somente o Estado, um poder acima das individualidades, garantiria segurança a todos. O egoísmo, a crueldade e a ambição, próprios de cada homem, gerariam uma luta sem fim, levando-os à destruição. Percebendo que desta forma seriam destruídos, os homens fazem um pacto, um contrato, que impede a sua ruína e vise o bem geral. Com esse contrato, criou-se um Estado Absoluto, de poder absoluto.
O Estado Absolutista é a primeira forma de Estado moderno. A formação dos Estados absolutistas não teve o mesmo percurso em todos os países europeus, e nem ocorreu de forma tranqüila, houve fortes conflitos entre países, entre burguesia e aristocracia, entre católicos e protestantes, entre camponeses e senhores e entre Estado e sociedade civil que marcaram a constituição do mundo capitalista. Mas em pouco tempo quase toda a Europa era absolutista, a França é apontada como a nação que vivenciou em sua forma mais plena.
O Estado Liberal apresenta-se como desdobramento lógico da separação entre o publico e o privado. A revolução da burguesia transformou radicalmente a sociedade feudal na Europa, exigindo uma nova forma de Estado, que rompeu com a ordem hierárquica das corporações, dos laços sanguíneos e dos privilégios e criou uma estrutura de poder político capaz de manter e ampliar suas conquistas. Em 1787 foi aprovada a primeira constituição liberal, que tinha como princípios à liberdade, a igualdade e a fraternidade, lema da Revolução Francesa de 1789.
O Liberalismo Econômico ou seja, ser burguês liberal no século XVIII significava recusar qualquer intervencionismo estatal na economia. Adam Smith, o pai do liberalismo econômico, afirma existir uma lógica interna, uma razão própria, na produção das mercadorias onde Haveria um ordenamento perfeito, quase natural, no funcionamento das atividades econômicas. A intervenção de qualquer elemento externo seria dispensável. Uma mercadoria só seria produzida se existisse necessidade para o seu consumo.
No Liberalismo Político sua teoria liberal do Estado fundamentava-se na competição de uma sociedade dividida, portanto, estimulava as partes a não se submeterem ao todo, cada um cuidava da sua vida, mas a administrá-lo em condições de igualdade. Para que não ficasse apenas uma pessoa mandando em tudo, se criou uma divisão de poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. A teoria liberal tem uma forte inspiração democrática, caracterizada pelos princípios de igualdade e da participação.
A criação do Estado Moderno no Brasil teve algumas fases a partir da transição da Idade Média para a Idade Moderna, período em o Feudalismo perdeu forças e o rei concentrou forças até o extremo do Absolutismo. Esta transição foi acompanhada por outras grandes transformações de ordem cultural e religiosa, que foi o Renascimento e a Reforma da Igreja.
Para que o Estado Moderno se consolidasse se fez necessário a presença de elementos essenciais, como a
delimitação de um território com fronteiras bem definidas, uma unidade cultural e lingüística,
centralização política, que pressupõe o surgimento de setores especializados para a administração, finanças, justiça, fiscal,
criação de um exército como força exclusiva do Estado.

Tendo esses elementos como principais, a formação do Estado Moderno passa a apresentar três fases que se misturam e complementam:

O Estado Patrimonialista

É a fase também pré-moderna e se caracteriza pela preocupação com a formação territorial e a manutenção de aparatos que privilegiam as elites que se apropriam do Estado. Tomam conta do bem público em proveito próprio.
Em palavras mais simples, o Estado faz uma administração pública visando o interesse próprio do indivíduo.

O Estado de Direito baseia-se no reconhecimento dos direitos civis e a administração pública abrange áreas nevrálgicas do executivo ( fiscal, exercito, polícia e política externa) do legislativo e do judiciário. O Estado não intervém na economia nem na parte social. Onde ele é chamado também de Estado Mínimo.
A garantia dos direitos civis já era uma evolução comparada á fase anterior, pois deu à sociedade a capacidade de representação política e abriu um canal para a participação no Estado.
Este era um ideal buscado pela República e pregado pela Revolução Francesa.


ESTADO SOCIAL

Com o reconhecimento dos direitos civis e o surgimento da democracia capitalista os problemas sociais se agravaram e as necessidades da sociedade ficaram mais complexas.
A falta de moradia, de trabalho, de saúde, necessidade de educação e lazer somado ao aumento populacional tornaram o modelo de administração pública insuportável para o Estado, obrigando-o a criar políticas públicas e programas que trouxessem benefícios sociais e previdenciários à sociedade.
As instituições sociais criadas nos períodos entre guerras se consolidaram permanentemente.

Moeda – Crédito – Nível de desemprego

Moeda – Crédito – Nível de desemprego

Na realidade econômica moderna a moeda, o crédito e o nível de emprego estão interligados, portanto dependem um do outro.
Sob a análise marxista, na economia capitalista, a moeda tem a função de troca, onde o trabalho é dividido, sendo que cada individuo realiza sua tarefa, formando um conjunto articulado de atividades que se tornam interdependentes. Mas apenas pelo trabalho, pois As empresas são individuais.
Nesta troca da produção que é utilizada a moeda, ela é responsável por organizar o que Marx chamou de anarquia da produção. Então entra a lei da oferta e da procura, se há mais oferta que procura os preços caem e vice e versa, havendo maior ou menor circulação de moeda.
Existem registros históricos de que povos da antiguidade realizavam o escambo, isto é troca direta de bens por bens. No entanto, com o aumento dos indivíduos e a dificuldade devido aos pesos e medidas, isto tornou-se inviável e passou-se ao uso da moeda. Quem produz calcula seus gastos e realiza a troca destes bens pela moeda (as primeiras moedas eram de metal precioso ouro e prata) e com esta adquire aquilo que necessita.
Portanto numa economia capitalista, a função social e econômica da moeda é ser um órgão de coordenação central. Em cada momento existe uma quantidade necessária de moeda, tendo de ser pelo menos igual à soma das transações realizadas, mesmo que haja empréstimo de bancos.
Foi no século XVIII que iniciou a circulação da moeda, em substituição as trocas de mercadorias. Sendo chamado de moeda-papel e tendo a interferência dos bancos. Inicialmente surgem os bancos privados, mas em virtude da desconfiança dos correntistas, vão à falência e são substituídos por bancos estatais ou bancos centrais controlados pelo Estado. Este monopólio por parte do Estado permite-lhe controlar a quantidade de moeda em circulação, deixando de estar vinculada à quantidade de moeda-papel em circulação e a quantidade de moeda-mercadoria.
Quanto ao crédito, a teoria contemporânea se baseia na análise oferecida por Keynes, em A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda.
Para se entender o problema do crédito, é necessário ter-se uma definição de liquidez, que nada mais é do que uma aplicação dos valores, ou seja, se alguém tem uma casa, essa se construiu num valor, tem um preço e pode ser transformado em outro bem, através da venda e aquisição da moeda (dinheiro) para compra de outro bem.
Outro aspecto do crédito a considerar numa sociedade capitalista é o juro, a taxa cobrada sobre a moeda-papel tomada por empréstimo ou recebida pelo depósito em bancos. Esta taxa de juros varia de acordo com o tempo de utilização, ou pelo fluxo de moeda em circulação, sua taxa varia de acordo com o fluxo da moeda em circulação.
A taxa de juros incide diretamente sobre a atividade econômica. Porque se a taxa de juros é alta, torna-se vantajoso colocar o dinheiro a juros e assim diminui a produção de mercadorias, uma vez caindo à taxa, torna-se mais vantajoso investir, criar novas fabricas, bancos, casas comerciais, etc. Surgindo novos empregos. Mas não havendo mão de obra ociosa, haverá oferta de melhores salários e isto se refletirá nos preços, dando início a um processo de inflação.
Para controlar a inflação o governo usa estratégias para retirar a moeda de circulação. Cria uma expectativa de que a taxa de juros vai aumentar estimulando o deposito do dinheiro em bancos e, ao mesmo tempo cria uma expectativa de queda dos preços dos produtos, assim retém o dinheiro, os investimentos caem e a economia cai em depressão. Esses fatores acabam criando um circulo vicioso, e mesmo o governo tendo o controle do processo, não consegue fazer com que a economia cresça estavelmente.
Embora o governo consiga condicionar o fluxo econômico, há ciclos de inflação e deflação, emprego e desemprego de crises que ele não consegue controlar.
Estas crises influenciam o nível de emprego, pois a sociedade capitalista se apresenta como um complexo sistema em que diferentes bens e serviços são produzidos e comercializados em que haja um plano geral que assegure a satisfação das necessidades dos membros da sociedade, há apenas um conjunto de mecanismos que levam produtores e consumidores a tomar decisões adequadas que correspondam aos desejos e necessidades de todos, destes mecanismos o que predomina é a livre concorrência.
Outro fator a considerar são as inovações técnicas, que permitem alcançar melhores resultados em menor tempo, diminuindo o custo final do produto, beneficiando o consumidor. Mas há também a considerar o aspecto negativo deste processo, pois a quantidade de empregos cai e ocorre o desemprego.
Quando os dispêndios de consumo são inferiores a renda total, uma parte é poupada e isto é investido em equipamentos ou em estoque de mercadorias. Temos então dois tipos de investimento o voluntário, que consiste na compra de equipamentos e formação de estoques para ampliar as atividades no futuro e o involuntário que consiste na formação de estoques invendáveis, devido à retração do mercado.
Assim pode-se perceber que o nível de emprego depende diretamente da moeda e do crédito. E sempre são estes os responsáveis pelas variações de mercado que ocorrem nos países capitalistas, pois se um for privilegiado o outro sofrerá conseqüências, pois não existe um planejamento de mercado eficaz e capaz de solucionar ou prever exatamente o que acontecerá com a economia e quais as conseqüências que isto acarretará.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Amigos são fragmentos

Diz o poeta: "... amigos são testemunhas vivas de nossas vidas". São fragmentos de nossa história, e em cada lembrança de um rosto amigo podemos recordar um momento de nosso passado, e amigos são muito mais do que momentos, são alianças que fazemos pela eternidade, mesmo que a amizade seja passageira, que dure apenas um contrato de trabalho, um período escolar ou as férias de verão, ainda assim, fica uma marca indelével na alma, ou, como dizia o próprio Milan Kundera, escritor tcheco, a insustentável leveza da amizade fica pairando sobre nossas lembranças.

Um amigo empresta sentimentos, doa carinho, atenção, gestos que ficam como fotografias arquivadas em nosso interior, e basta um gesto, uma voz, um perfume no ar, uma música, um cheiro de lenha queimada ou de terra molhada e já estamos recordando um amigo.
Quem tem amigos pode se dizer feliz, realizado, quem é amigo de alguém tem prazer em viver, em servir, em ter a companhia de quem transmite algo maior que o próprio amor, alias, a amizade é a essência do amor, é a base segura que leva duas pessoas, mesmo distantes se comunicarem, transmitirem conforto e até carinho mesmo com o oceano a separá-los.

Todo amigo é uma jóia, um tesouro que devemos guardar no precioso cofre chamado coração.



(Paulo Roberto Gaefke)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Gigante Para Sempre: iniciam as obras da cobertura do Beira-Rio



Visando ampliar o conforto para os mais de 100 mil sócios do Internacional, as obras para a cobertura do estádio Beira-Rio já tiveram seu início. Ao todo, já são cinco pilares de sustentação da estrutura que cobrirá todo o Estádio em sua totalidade. É o Projeto Gigante Para Sempre que começa a tomar forma.

O Internacional possui um projeto de modernização do Complexo Beira-Rio denominado 'Gigante Para Sempre'. A partir desse projeto de modernização - que teve seus índices construtivos aprovados de forma unânime pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre no último dia 29 de dezembro - o clube se adaptaria às mais recentes exigências e padrões internacionais do futebol, pronto para sediar qualquer jogo nacional ou internacional, com um complexo esportivo sustentável. A casa do clube do povo continuará sendo motivo de orgulho para todos os colorados e para todo o Brasil, que passará a contar com um dos mais modernos e belos complexos esportivos do mundo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Frases de William Shakespeare



Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.

Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.

Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.

Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.

Lamentar uma dor passada, no presente, / é criar outra dor e sofrer novamente.

É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada.

A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial

Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião.

A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.

Os homens de poucas palavras são os melhores.

O amor não se vê com os olhos mas com o coração.

Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.

O amor é como a criança: deseja tudo o que vê.

Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras.

A alegria evita mil males e prolonga a vida.

É um amor pobre aquele que se pode medir.

Chorar é diminuir a profundidade da dor.

Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia.

Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.

Quem é LINA?


Lina, quem é essa “moça” formosa que vem ai para derrubar Dilma? E por que Dilma se enclausurou no Planalto como se já fosse a presidente...?
Essa “moça” é pessoa que prevaricou quando lhe convinha e depois de exonerada resolve levar consigo todos os que ela supõe responsáveis pela sua derrocada.... Sim Lina é uma prevaricadora , alguém que sabe que pode tirar algum proveito da situação e garantir um carginho nas próximas eleições caso Serra vença, a ou o candidato do governo...
Penso que o tempo dirá a meia verdade que falta, pois sem as imagens da entrada dela no palácio e nem mesmo o dia desse encontro talvez o povo conheça a melhor meia verdade possível ou mesmo a mentira que couber a nos saber...

Depois dizem que o IBOPE sabe algo


O IBOPE gaúcho é um completo desmerecedor de credibilidades, trama com a direita fascista e a RBS para perpetuar as mesmas peças no poder...
Em 2010 veremos mais uma vez essa dissimulação ibopiana em ação tentando colocar Fogaça ou Rigoto na liderança em todas as pesquisas... Triste é pensar que tem gente que vota por pesquisa, isso sim é deprimente...