sexta-feira, 29 de abril de 2011

Desenvolvimento includente, sustentável sustentado - RESENHA

O Desenvolvimento includente, sustentável sustentado




Nérison Dutra de Oliveira

SACHS, Ignacy. Desenvolvimento includente, sustentável sustentado. Editora Garamond Ltda. Rio de Janeiro, 2004.

Nascido na Polônia Ignacy Sachs, cursou a graduação em Economia no Estado do Rio de Janeiro – Brasil, formou-se doutor na Índia e logo após foi residir em Paris. Trabalhou na organização da: 1ª Conferência de Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, a Estocolmo-72, realizada na Suécia; na Cúpula da Terra, a Rio-92. Sachs é professor de Altos Estudos em Ciências Sociais, conhecedor dos problemas dos países em desenvolvimento, principalmente o Brasil, trazendo em sua obra uma analise sobre desenvolvimento de forma sustentável, para promover a inclusão social, a preservação dos recursos naturais, o bem-estar econômico a partir da geração de empregos de qualidade.

Sachs inicia sua obra analisando a crise argentina e mostrando que algumas lições desta crise desenvolvimentista devem ser absorvidas. Em sua obra ele trata da falácia do pretenso fim da história e da ideologia.

Ao analisar a relação entre o desenvolvimento e o crescimento econômico, deve-se ter em mente que enquanto o desenvolvimento estiver ligado estritamente no crescimento por altos ganhos financeiros e de produtividade do trabalho a exclusão social será uma constante. Assim sendo vês-se a necessidade de se criar uma via para o desenvolvimento sustentável o qual mudará a lógica do modelo capitalista possibilitando aos trabalhadores uma vida digna e uma melhoria na qualidade de vida.

Para o autor as empresas sejam elas grandes, médias ou pequenas não devem priorizar grandes lucros, pois o objetivo deve ser a igualdade e a maximização dos ganhos para os que estão em piores condições de vida, assim reduzindo a pobreza.

Na obra de Sachs são citados cinco pilares do desenvolvimento sustentável, são eles: social, prioritária, pois os problemas oriundos de fatores sociais podem comprometer a qualidade de vida e a ordem nesses locais; ambiental, como sustentação da vida e como fornecedora de recursos renováveis e não renováveis; territorial, território e suas fronteiras, os seres humanos, recursos e atividades; econômico, o gerador de riquezas, o qual viabilizará as atividades e possibilitará o desenvolvimento; político, o fator que possibilitará a democracia com liberdade a toda a população, oferecendo-lhes direitos.

Sachs aponta que para se conseguir um desenvolvimento sustentável, o emprego decente para toda a população deve ser imprescindível e para que isso ocorra devem-se tomar todas as medidas possíveis. Pois o trabalho é um fim e um meio. É importante, não apenas pelo rendimento material que proporciona, mas porque dá ao indivíduo um sentido de identidade, a consciência de ter um objetivo na vida social, a sensação de estar integrado numa sociedade. O trabalho é essencial à qualidade de vida, quer as pessoas sejam empregadas por conta de outra ou trabalhem para si próprias; o trabalho traz os alimentos, o vestuário e a habitação, ou fornece o rendimento que permite comprá-los. O trabalho é o principal meio pelo qual as pessoas tentam satisfazer as suas necessidades de qualidade de vida: um padrão de vida decente, alimentos suficientes, habitação digna, água potável, sane¬amento e lazer...

O autor ainda afirma que o trabalho nacional é de suma importância para se criar uma economia coesa capaz de suportar crises externas. E além da força da mão de obra interna é de extrema importância melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores, estabelecendo conexões entre grandes e pequenas empresas, estimulando a modernização da agricultura, e fortalecendo a indústria nacional.

O mundo atual é marcado pelo crescimento de empresas que chegam a ser maiores economicamente que países, a “luta”, segundo o autor, deve ser a busca por um país democrático, sustentável, igual, onde os mais ricos não acumulem mais riquezas e os mais pobres fiquem mais pobres. Para Sachs todos devem combater a desigualdade, a desonestidade a falta de comprometimento das empresas e do governo em resolver as questões sociais. Para isso ele exalta a educação como uma ferramenta na busca da compreensão dos direitos cívicos, culturais e políticos.

O progresso econômico passa por alguns desafios: oportunidades de trabalho digno, remuneração do trabalho e geração de renda e riqueza. Para tanto o autor sugere em sua obra que se transforme ou ao menos se tente transformar através de estímulos pequenos produtores em empresas organizadas, os quais se inseririam no mercado formal e poderiam competir com as demais empresas inseridas no mercado. O autor, porém ressalta que alguns destes produtores prefeririam ficar com seus negócios com lucros imediatos e na informalidade tributária, mas que caberia ao governo dar-lhes os devidos incentivos para inseri-los na formalidade do mercado.

Sachs também afirma que não bastariam somente estímulos tributários, mas que o governo também deveria dar acesso ao credito a quem realmente precisa dele, facilitando este mecanismo de expansão econômica a setores até então não atendidos, os pequenos agricultores e pequenos produtores urbanos. Para o autor não basta dar crédito a quem já o possuí, e o utiliza sem dar retorno a sociedade, muito menos conferir crédito a pequenos agricultores e empresários a juros abusivos, isto travaria o progresso econômico e com certeza os levariam a informalidade novamente.

Para o autor países em desenvolvimento em especial o Brasil deveriam transformar-se em uma fábricas de empregos, mas isto somente seria possível se as mediadas anteriormente mencionadas fossem adotadas... O autor ainda afirma que o país entra neste novo século líder no setor de agronegócio e com uma indústria moderna e diversificada, porém nossa infra-estrutura, principalmente na área do transporte reflete o atraso social. O autor destaca com muita ênfase a questão dos trabalhadores sem carteira assinada. Também vê como negativo o crescimento econômico promovido pelo mercado, pois o mesmo produz resultados opostos ao desejado, visto como o “mal desenvolvimento”, aquele em que as riquezas se concentram aumentando o abismo social.

Na obra “O Desenvolvimento includente, sustentável sustentado”, tem-se o entendimento que a reforma agrária conduzida de forma organizada, onde o governo possibilitaria crédito, habitação e infra-estrutura aos assentados, trariam muito mais desenvolvimento ao campo, pois se constata nesta obra que 37% da produção agrícola do país vem destes empreendimentos, além disto, o custo da geração de emprego no campo é inferior ao emprego urbano. O autor ainda destaca biodiversidade brasileira como a maior do mundo, e que se bem explorada o país poderia dar um salto no desenvolvimento... Mas para isso a agricultura familiar deve ser incentivada, pois é menos devastadora do meio ambiente, assim podendo conviver de modo sustentável.

O autor ainda faz analises sobre baixa produtividade dos pequenos empreendedores, que buscam a competitividade oferecendo baixos salários aos trabalhadores, a inexistência de proteção social, longas jornadas de trabalho, sonegação de impostos e péssimas condições de trabalho. Desta forma quem perde é o trabalhador e o país. O trabalhador ganhando salários baixos não consegue dar uma vida descente para sua família gerando pobreza, e o país que deixa de arrecadar impostos impossibilitando o crescimento. Porém o Brasil tem grandes possibilidades de crescimento, basta o governo através dos órgãos competentes estimular políticas públicas de incentivo ao empreendedorismo, conferindo-lhes crédito e fiscalizando as condições de trabalho.

Penso que para que um povo tenha condições consideráveis de qualidade de vida é basicamente necessário que estes tenham um grau de escolaridade alto, pois numa sociedade em que a população tem acesso à escola as pessoas podem exercer melhor seu papel de cidadãs. Assim, quanto mais escolarizada a população, melhor o nível de desenvolvimento. Tendo um bom grau de escolaridade podemos considerar que o povo terá acesso aos meios de trabalho com maior facilidade.

Vivemos hoje a chamada terceira revolução industrial, a era eletrônica, que elevou a capacidade produtiva do homem. Isto, entretanto, não serviu para diminuir o numero de pessoas exposta a miseráveis situações de trabalho, muito menos para revermos a nossa relação com a natureza. O desenvolvimento tecnológico é contrario ao que prevalecia no surgimento da industria ou revolução industrial, quando a idéia de desenvolvimento vinha associada, quando não na realidade, ao menos no imaginário, com a melhoria das condições de vida para todos. Mas esta idéia até no imaginário hoje é esquecida, pois o desemprego e o subemprego são elementos presentes em todas as sociedades, até mesmo nas de capitalismo avançado.

O Desenvolvimento deve possuir qualidades inerentes, como ser sustentável, endógeno, integrado, social e humano, para que assim consiga atingir todas as classes sociais. O desenvolvimento é uma construção social que consegue estabelecer uma dinâmica territorial nas quais são potencializadas as fontes de poder e de riqueza locais, através da interação estratégica entre atores sociais, políticos, econômicos e culturais, considerando seus recursos físicos e humanos e também sua infra-estrutura.

terça-feira, 15 de março de 2011


'Lei Seca' reduz em 6,2% as mortes causadas pelo trânsito

Ministério da Saúde reforça importância de manter e intensificar as ações de fiscalização e prevenção para reduzir a associação entre bebida alcoólica e direção

A “Lei Seca” mostra resultados positivos que confirmam a importância de manter e intensificar as ações educativas, de fiscalização e de mobilização da sociedade para reduzir a associação entre beber bebida alcoólica e direção. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (18), no Rio de Janeiro, as mortes provocadas por acidentes de trânsito caíram 6,2% no período de 12 meses após a Lei Seca, quando comparado aos 12 meses anteriores à Lei. Esse índice representa 2.302 mortes a menos em todo o país, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados pelo trânsito.

No que se refere à mortalidade, os resultados mostraram redução no número absoluto dos óbitos em 17 estados com destaque para Rio de Janeiro, com 32% de redução, Espírito Santo (-18,6%), Alagoas (-15,8%), Distrito Federal (-15,1%), Santa Catarina (-11,2%), Bahia (-6,1%), São Paulo (-6,5%), e Paraná (-5,9%). Os dados de mortalidade para 2008-2009 são preliminares e sujeitos a revisão.

“Houve tendência de redução no número de pessoas que dizem beber e dirigir, mas essa redução é lenta. Temos que usar a lei com todo vigor, com presença na rua, educação, prevenção, multa. Só assim vamos conseguir construir uma nova consciência nos motoristas, de que bebida e direção não combinam”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Outro indicador analisado pelo Ministério da Saúde foi a taxa de mortalidade, que é o risco de morrer de acidentes de trânsito no Brasil. A taxa é calculada pela divisão do número de óbitos no trânsito em cada grupo de 100 mil habitantes. Nesse indicador, o país registra redução de 7,4% no ano posterior à “Lei Seca” em comparação ano anterior à Lei. A taxa caiu de 18,7 mortes por 100 mil habitantes para 17,3 por 100 mil habitantes.

As reduções estatisticamente significativas na taxa de mortalidade foram registradas no Rio de Janeiro (-32,5%), Espírito Santo (-18,4%), Distrito Federal (-17,4%), Alagoas (-17%), Santa Catarina (-12,5%), Bahia (-8,6%), Paraná (-7,7%) e São Paulo (-7%). “A redução na taxa de mortalidade provocada pelo trânsito mostra que a lei vem protegendo a vida. Medidas legislativas como o Código de Trânsito Brasileiro e as alterações promovidas pela ‘Lei Seca’ têm sido muito importantes para a prevenção dos acidentes de transporte terrestre. No entanto há necessidade de reforçar as ações nos estados que não tiveram redução significativa”, afirma Otaliba Libanio, diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde.
Lei 11.705 - Lei Seca

A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, proíbe o consumo de praticamente qualquer quantidade de bebida alcoólica por condutores de veículos. A partir de agora, motoristas flagrados excedendo o limite de 0,2 grama de álcool por litro de sangue pagarão multa de 957 reais, perderão a carteira de motorista por um ano e ainda terão o carro apreendido. Para alcançar o valor-limite, basta beber uma única lata de cerveja ou uma taça de vinho. Quem for apanhado pelos já famosos "bafômetros" com mais de 0,6 grama de álcool por litro de sangue (equivalente três latas de cerveja) poderá ser preso. Entenda melhor a nova "Lei seca" brasileira.

1. O que diz a lei que restringe o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas?

A lei considera crime conduzir veículos com praticamente qualquer teor alcoólico no organismo. Quem for pego sofrerá punições que variam da multa até a cadeia. O homicídio praticado por um motorista alcoolizado será considerado doloso (com intenção de matar). A lei prevê também a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas das rodovias federais em zonas rurais.

2. Qual é o objetivo da lei?

Diminuir os acidentes de trânsito causados por motoristas embriagados. O consumo de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de acidentes automobilísticos no país, segundo estatística da Polícia Rodoviária Federal.

3. Por que a lei foi endurecida?

Antes, acreditava-se que havia um "nível seguro" de álcool no organismo – até esse limite, não haveria alterações severas de consciência que impedissem uma pessoa de dirigir. Porém, estudos comprovaram que as pessoas são diferentes entre si e que o tal "nível seguro" não existe em matéria de álcool. "É muito mais seguro seguir a orientação de não ingerir nenhuma substância psicoativa – que muda o comportamento e desempenho do ser humano", avalia o médico Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

4. Outras nações adotam a "lei seca"?

Sim. Em uma lista de 92 países pesquisados pelo International Center For Alcohol Policies (Icap), instituição sediada em Washington (EUA), o Brasil agora se enquadra entre os 20 que possuem a legislação mais rígida sobre o tema. A lei aqui é mais restritiva do que as de outras 63 nações pesquisadas, mas ainda é superada pelas regras de outros 13 países. Cinco nações têm o mesmo nível de rigor do Brasil: Estônia, Polônia, Noruega, Mongólia e Suécia. Na América do Sul, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas da Colômbia, onde o limite é zero. Vizinhos como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela estipulam limites de 0,5 g/l, 0,8 g/l, 0,8 g/l, 0,7 g/l e 0,5 g/l, respectivamente. Estados Unidos (0,8 g/l), Canadá (0,8 g/l) e alguns países europeus – Reino Unido (0,8 g/l), Alemanha (0,5 g/l), França (0,5 g/l), Itália (0,5 g/l) e Espanha (0,5 g/l) – também são mais tolerantes no assunto.

5. Quais as punições aos infratores?

Quem for flagrado com uma dosagem superior a 0,2 gramas de álcool por litro de sangue (equivalente à ingestão de uma lata de cerveja ou um cálice de vinho) pagará multa de 957 reais, receberá sete pontos na carteira de motorista e terá suspenso o direito de dirigir por um ano. Aqueles cuja dosagem de álcool no sangue superar 0,6 g/l (duas latas de cerveja) deverão ser presos em flagrante. As penas poderão variar de seis meses a três anos de cadeia, sendo afiançáveis por valores entre 300 e 1.200 reais. Os infratores também perderão o direito de dirigir por um ano.

6. Como foram estabelecidos os limites?

Na verdade, o limite de 0,2 g/l se refere à margem de erro do próprio bafômetro, explica o relator da lei, deputado Hugo Leal (PSC-RJ). "Para que não haja conflito, estabeleceu-se uma pequena margem de erro na questão da aferição do aparelho". Esse limite, porém, poderá ser revisto pelo governo, a partir de estudos que analisam a dosagem de álcool em itens como anti-sépticos e até doces com licor.

7. Quanto é permitido beber antes de dirigir?

A partir de agora, praticamente nada – limite de 0,2 grama de álcool por litro de sangue. Antes, somente motoristas cuja dosagem de álcool no sangue superava 0,6 grama de álcool por litro de sangue (duas latas de cerveja) eram punidos.

8. Após beber, quanto tempo é preciso esperar antes de dirigir?

O tempo de permanência do álcool no organismo varia de uma pessoa para outra. Fatores como estar com o estômago vazio ou cheio, ser homem ou mulher, branco ou negro e até estar mais ou menos acostumado à bebida influenciam. "Para uma pessoa, por exemplo, que passou a noite em claro, o efeito de uma lata de cerveja é triplicado", explica o médico Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). De maneira geral, um copo de cerveja ou um cálice de vinho demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo – já uma dose de uísque leva mais tempo. Por isso, independentemente do volume ou tipo de bebida ingerida, é mais prudente que o motorista só reassuma o volante 24 horas depois de beber. Assim mesmo, passado esse intervalo, se persistirem sintomas do álcool, o melhor a fazer é não dirigir. A alternativa é tomar um táxi, transporte coletivo ou então entregar a direção a quem não bebeu.

9. Comer um chocolate com licor, por exemplo, pode provocar um resultado positivo no teste do bafômetro?

Sim. Dois bombons com recheio de licor, por exemplo, são suficientes para o resultado positivo.

10. Fazer bochecho com anti-séptico bucal que contenha álcool dá um resultado positivo?

Sim. O bafômetro é um aparelho sensível, dizem os especialistas. Caso aconteça isso, o motorista pode pedir para repetir o teste após um intervalo de cerca de 20 minutos – o resultado não acusará mais a presença de álcool.

11. Como o índice de álcool no organismo será verificado e por quem?

Há três maneiras de realizar o teste: com o bafômetro, por meio de exame de sangue ou ainda exame clínico – que serve para indicar sinais de embriaguez. Esses testes só poderão ser realizados por fiscais de trânsito, policiais militares e agentes das polícias rodoviárias. A autoridade de trânsito também poderá levar o motorista suspeito para um exame clínico, caso não tenha um bafômetro no local.

12. É obrigatório fazer o teste do bafômetro?

Não. O motorista pode se recusar a fazer qualquer teste, já que, no Brasil, ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si. Nesse caso, porém, o condutor sofrerá a mesma punição destinada a pessoas comprovadamente alcoolizadas – ou seja, multa de 957 reais e suspensão do direito de dirigir por um ano. Esse, aliás, é um ponto polêmico da lei: a Ordem dos Advogados do Brasil-SP deve fazer uma representação ao presidente da OAB federal para que seja providenciada uma ação direta de inconstitucionalidade, segundo o presidente da Comissão de Trânsito da OAB, Cyro Vidal. Por ora, caso o motorista use a artimanha de se negar a fazer o exame, entrando posteriormente com um recurso na Justiça, a lei prevê que o testemunho do agente de trânsito ou policial rodoviário tem força de prova diante do juiz.

13. O que diz a lei sobre a venda de bebidas nas rodovias?

A lei permite a venda de bebidas alcoólicas nos perímetros urbanos das rodovias federais, mas prevê multa de 1.500 reais para quem comercializá-las nas áreas rurais das estradas. Em casos de reincidência, o valor da multa será dobrado.

Fonte: Revista Veja




Levantamento do Ministério da Saúde revela que no Rio de Janeiro as mortes provocadas por acidentes de trânsito caíram 32% no período de 12 meses após a Lei Seca, quando comparado aos 12 meses anteriores à lei. O Rio é o estado que teve a maior redução no número de mortes após a lei entrar em vigor. No país, a redução média é de 6,2%. Esse índice representa 2.302 mortes a menos no Brasil, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados pelo trânsito no período de um ano.

Fonte: O Globo



A frequência de pessoas que dirigem após consumo abusivo de álcool passou de 2,1%, em 2007 (ano anterior a lei Seca), para 1,4%, em 2008 (ano de publicação da Lei); e aumentou para 1,7%, em 2009, segundo dados do Vigitel, inquérito telefônico do Ministério da Saúde que monitora os fatores de risco para doenças e agravos à saúde da população.

Fonte: Tribuna do Norte



Segundo o levantamento, o comportamento de risco é maior entre homens. em 2007, o percentual de homens que disseram ter dirigido após consumo abusivo de álcool era de 4,1%. O índice caiu para 2,8%, em 2008 (ano da “Lei Seca”), e aumentou para 3,3%, em 2009 (ano posterior à “Lei Seca”).

Fonte: Tribuna do Norte



O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou resolução que prevê a obrigatoriedade de mensagens educativas em comerciais de automóveis. Como já ocorre com bebidas alcoólicas, os responsáveis pelos produtos precisarão veicular alertas, por exemplo, que incentivam o respeito ao limite de velocidade ou o uso de cinto de segurança, conforme estabelece a Lei 12.006.

Fonte: Tribuna do Norte

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Neste Natal pedirei a Deus e a seu Filho que lhe abençoe concedendo todas as graças a você... Que consigas no dia de Natal ter consigo todos teus maiores afetos e que você e eles possam ter momentos maravilhosos de confraternização, lembrando que o que nos comemoramos neste dia é o Nascimento de Jesus que veio até nos para nos libertar de todos os males...

Então com este espírito natalino invadindo todos... Desejo a você e todos teus familiares um Feliz e Abençoado Natal e que Deus abençoe todos ao seu redor...

Feliz Natal

De seu amigo Nérison

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

País tem 38% dos alunos abaixo do nível 1 de avaliação

    As dificuldades da educação brasileira em todas as áreas ficaram explícitas nos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), divulgados esta semana. O Pisa mostrou que 38% dos 20 mil estudantes que fizeram a avaliação no Brasil ficaram, em matemática, abaixo no nível 1 da prova. Os resultados do exame mostram que praticamente quatro em cada dez brasileiros de 15 anos não conseguem fazer nem mesmo uma conta de multiplicar - habilidade ensinada até a 4.ª série do ensino fundamental.

    Em países europeus que tiveram bons resultados, como a Finlândia, apenas 1,4% dos estudantes caiu nessa faixa. Na China continental, também um país em desenvolvimento, foram apenas 1,4%. No México, que figurou um pouco melhor que o Brasil no Pisa 2009, 21,9% dos alunos ficou abaixo do nível 1.

    Ficar abaixo do nível 1 do Pisa significa que esses estudantes, apesar de estarem entre a 7.ª série do fundamental e o 1.º ano do ensino médio, não conseguem completar uma simples de multiplicação. Uma das questões desse nível de dificuldade apresentada pelo Pisa é um cálculo de taxa de câmbio: para chegar à resposta, o aluno precisa multiplicar o valor que a personagem possui em sua moeda (3 mil) pela taxa de câmbio, 4,2. Boa parte dos brasileiros não conseguiu.

    "O número de estudantes atingindo o nível 5 ou 6 em matemática e ciências será particularmente importante para países que desejam criar um grupo de trabalhadores capazes de avançar a fronteira do conhecimento científico e tecnológico e, no futuro, competir na economia global", diz o relatório do Pisa. No Brasil, apenas 0,8% dos estudantes chegaram aos níveis 5 e 6, enquanto na China, a metade dos que fizeram a prova estão nesse nível.

Fonte: Hotmail - Estadão

                                               O que pode ser feito pra melhorar?

    Em minha modesta opinião devíamos acabar com a progressão, e elevarmos nossos índices de reprovação alunos que não aprendem o início de uma explicação não conseguiram na série seguinte aprofundar o conteúdo... para tanto devem ser reprovados ... Eu fui reprovado na 8ª Série, é ruim é... Mas se tivesse ido ao Ensino Médio com o conhecimento que tinha naquele anjo tinha rodado no 1º ano do EM o que deve ser feito é uma reavaliação do nosso modelo educacional...

    Demitir professores incompetentes e contratar profissionais que de fato queiram ser educadores... ai pode-se repensar um melhor pagamento pois para vários professores de nosso estado o que eles ganham hoje é mais do que suficiente pelo seu desserviço prestado a educação...

    Melhorar o sistema de ensino, depurar o quadro funcional, pagar melhor os professores e aumentar a responsabilidade dos pais na educação dos filhos é de suma importância para um melhorar a educação de nossa nação...

    Sou sindicalista e sei que dentro do sindicato existe um corporativismo porco onde para proteger poucos e ruins servidores uma classe inteira é feita de refém...

    Penso que a meritocracia é algo a ser implantado no estado e na educação... pensava o contrario.... Mas quando se entra no sistema se percebe que os professores e funcionários que só querem o salário no fim do mês e ainda acham que ganham pouco estão no mesmo patamar dos que preparam aula, corrigem os trabalhos e fazem da escola um motivo de luta e amor...

    Penso que a educação só irá mudar depois que estes passos forem dados pois senão continuaremos a formar semi analfabetos, ou analfabetos funcionais...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Senado aprova projeto que reconhece funcionários de escolas como profissionais da educação

O Senado aprovou no último dia 15, o Projeto de Lei (PLS 507/2003) que reconhece os funcionários de escolas como profissionais da educação, mediante habilitação específica.

Após anos de luta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, essa conquista representa um “grito de independência” para a classe, como afirmou o coordenador nacional do Departamento de Funcionários de Escola (DEFE) da CNTE, João Alexandrino de Oliveira. “É um orgulho muito grande. Há 15 anos que estamos buscando por este reconhecimento. Agora, também somos, de direito, trabalhadores da educação”, comemora.

O PLS é de autoria da senadora Fátima Cleide (PT – RO), ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondonia (Sintero) e da CNTE. A proposta altera um dos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (n°9.394/96), discriminando as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educação.

Para o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, o Projeto faz justiça aos trabalhadores que sempre contribuíram com a melhoria do ensino, mas não eram reconhecidos por esse papel. “Isso tem que ser colocado em prática. Além disso, esperamos, definitivamente, acabar com as intenções existentes de terceirizar o serviço dos funcionários de escola. Este é um setor fundamental para a melhoria da educação”, diz.

O secretário adjunto de políticas sindicais da CNTE, José Carlos Prado, afirma que este é um momento histórico, mas ainda existem outros desafios. Ele lembra que muitos estados ainda não oferecem o Curso Técnico de Formação para os Funcionários da Educação (Profuncionário). “Sem essa capacitação, os trabalhadores não se profissionalizam. Este é o próximo desafio a ser vencido”, pontua.

Sobre o curso

O Profuncionário é um curso de educação a distância ou presencial, em nível médio, voltado para os trabalhadores que exercem funções administrativa nas escolas das redes públicas estaduais e municipais de educação básica. Ele forma os profissionais nas seguintes habilitações: gestão escolar, alimentação escolar, multimeios didáticos e infraestrutura e ambientação escolar.

Fonte:CNTE

QUALIDADE DE VIDA

REFLEXÕES SOBRE QUALIDADE DE VIDA


Quando falamos em qualidade de vida temos sempre que levar em consideração a educação, expectativa de vida ao nascer, renda, trabalho, participação política e a democracia.

Para que um povo tenha condições consideráveis de qualidade de vida é basicamente necessário que estes tenham um grau de escolaridade alto, pois numa sociedade em que a população tem acesso à escola as pessoas podem exercer melhor seu papel de cidadãs. Assim, quanto mais escolarizada a população, melhor o nível de desenvolvimento. Tendo um bom grau de escolaridade podemos considerar que o povo terá acesso aos meios de trabalho com maior facilidade.

O trabalho é um fim e um meio. É importante, não apenas pelo rendimento material que proporciona, mas porque dá ao indivíduo um sentido de identidade, a consciência de ter um objetivo na vida social, a sensação de estar integrado numa sociedade. O trabalho é essencial à qualidade de vida, quer as pessoas sejam empregadas por conta de outra ou trabalhem para si próprias; o trabalho traz os alimentos, o vestuário e a habitação, ou fornece o rendimento que permite comprá-los. O trabalho é o principal meio pelo qual as pessoas tentam satisfazer as suas necessidades de qualidade de vida: um padrão de vida decente, alimentos suficientes, habitação digna, água potável e sane¬amento, lazer... Então se as pessoas tem um bom grau de escolaridade possivelmente terão um trabalho que lhes gere renda. A renda é um fator determinante para a qualidade de vida das pessoas, adquirida através do trabalho. Geralmente, a renda é que possibilita a aquisição de produtos para a sobrevivência e de conquistas materiais, tais como: casa, automóvel, telefone, alimentação e lazer...

Podemos considerar então que se um cidadão tem todas essas condições ele terá uma boa expectativa de vida, Se a população possui uma média de anos de vida elevada, pode-se concluir que, de forma geral, as pessoas levam uma vida “saudável”, quer dizer, tem escolaridade, um trabalho que lhe gere renda e este capaz de lhe proporcionar uma boa alimentação e hábitos saudáveis e condições de vida digna. Para ter uma vida longa, expectativa de vida, é necessário que haja boas condições de saneamento básico, alimentação, assistência médico-hospitalar, moradia e um meio ambiente saudável...

Uma das formas de medir a qualidade de vida, é o IDH: Índice de Desenvolvimento Humano de um determinado lugar ou país, que substitui o uso habitual do PIB, que pouco diz, ou seja, constitui-se num método pouco eficaz para uma maior aproximação do que a realidade expressa. Isso reflete em certa medida o novo paradigma de desenvolvimento hoje presente em escala mundial.


Índice de Desenvolvimento Humano IDH.

A noção de desenvolvimento humano é sempre relativa às condições sociais em que as pessoas vivem, à sua classe social, ao padrão de consumo da sua sociedade e muitos outros fatores. Isso dificulta qualquer tentativa de estabelecer um limite mínimo que seja, válido e igual para todos os lugares, em todos os países. Apesar disso, desde 1990, a organização das Nações Unidas (ONU) divulga um relatório que permite realizar algumas comparações entre os diversos países e mesmo entre regiões e lugares do planeta. Naquele ano foi criado o Índice de desenvolvimento humano (IDH), um número que reflete as condições de três variáveis básicas para uma qualidade de vida digna:

*Expectativa de vida ao nascer -*Escolaridade- *Produto Interno Bruto PER CAPITA-(Renda)

Porém, isso é apenas uma média. Se um país, ou mesmo uma cidade tem um IDH elevado, não significa que todos os cidadãos desfrutem de boas condições de vida. Sempre existem pessoas acima ou abaixo da média e sempre há pessoas que estão excluídas, ou que sofrem com preconceitos, ou que tiveram a dor de ter um parente próximo morto ou como vítima de criminalidade, que muitas vezes é provocada pelo flagelo da fome que assola milhões de pessoas no mundo, no Brasil em nosso Estado e em meu município.


Como Surgiu o IDH

O conceito de Desenvolvimento Humano é a base do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), publicado anualmente, e também do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ele parte do pressuposto de que para aferir o avanço de uma população não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana, conforme www.un.org.pk/hdc/tribute.

Esse enfoque é apresentado desde 1990 nos Relatório de Desenvolvimento Humano (RDHs), que propõem uma agenda sobre temas relevantes ligados ao desenvolvimento humano e reúnem tabelas estatísticas e informações sobre o assunto. A cargo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o relatório foi idealizado pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq (1934-1998). Atualmente, é publicado em dezenas de idiomas e em mais de cem países, conforme www.un.org.pk/hdc/tribute.

O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano tem objetivo de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver".
"Devo reconhecer que não via no início muito mérito no IDH em si, embora tivesse tido o privilégio de ajudar a idealizá-lo. A princípio, demonstrei bastante ceticismo ao criador do Relatório de Desenvolvimento Humano, Mahbub ul Haq, sobre a tentativa de focalizar, em um índice bruto deste tipo - apenas um número -, a realidade complexa do desenvolvimento e da privação humanos. (...) Mas, após a primeira hesitação, Mahbub convenceu-se de que a hegemonia do PIB (índice demasiadamente utilizado e valorizado que ele queria suplantar) não seria quebrada por nenhum conjunto de tabelas. As pessoas olhariam para elas com respeito, disse ele, mas quando chegasse a hora de utilizar uma medida sucinta de desenvolvimento, recorreriam ao pouco atraente PIB, pois apesar de bruto era conveniente. (...) Devo admitir que Mahbub entendeu isso muito bem. E estou muito contente por não termos conseguido desviá-lo de sua busca por uma medida crua. Mediante a utilização habilidosa do poder de atração do IDH, Mahbub conseguiu que os leitores se interessassem pela grande categoria de tabelas sistemáticas e pelas análises críticas detalhadas que fazem parte do Relatório de Desenvolvimento Humano."
Amartya Sen, Prêmio Nobel da Economia em 1998, no prefácio do RDH de 1998.

Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 1990, o índice foi recalculado para os anos anteriores, a partir de 1975. Aos poucos, o IDH tornou-se referência mundial. É um índice-chave dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e, no Brasil, tem sido utilizado pelo governo federal e por administrações municipais, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M)